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palavras&desabafos

Escrever o que sinto, o que quero, o que penso. Divagar pela alma, pelo coração, ou simplesmente salvar ideias e criar sonhos.

palavras&desabafos

Escrever o que sinto, o que quero, o que penso. Divagar pela alma, pelo coração, ou simplesmente salvar ideias e criar sonhos.

Seg | 22.01.18

Assédio com Direito à Presunção de Inocência

Enquanto mulher, aflige-me a ideia do abuso, do assédio sexual usado como veiculo de transporte ou como moeda de troca para atingir determinados fins ou para manipular uma mulher, de alguma forma. Começo a pensar que tal acontece porque temos demasiados homens em cargos de poder ou chefia, e que temos demasiados homens com poder de decisão, pois vejamos, se assim não fosse, não estariam estas mulheres dependentes, de alguma forma, destes homens, e não teriam passado por estes abusos e assédios. No entanto, também acho que não devemos confundir assédio com sedução, e confesso que a meu ver todos temos direito à presunção de inocência, pois eu não posso cair na tentação de julgar sem ouvir o outro lado, e até provas em contrario todos somos inocentes.

Se pensarmos que o assédio sexual passa por comportamentos de todo indesejáveis, não consentidos, de cariz sexual, quer sejam eles verbais ou físicos,pelo que nos afeta a dignidade e provoca humilhação, tenho alguma dificuldade em perceber  por que só agora se lembraram todas estas mulheres de divulgar os seus casos, alguns com décadas, e por que razão não o fizeram na altura devida, aquando dos assédios? Ou será que tiveram receio de perder aquela festa, ou aquele papel.... ou aquela foto? Não digo que não têm razão, só acho que deviam ter feito a denuncia mais cedo, e de alguma forma não permitir que estes homens continuassem a fazê-lo com outras mulheres.

Mas não devemos cair na tentação do absurdo, e não podemos pensar que um abraço, um toque ou um olhar mais atrevido possa ser assédio, não devemos pois cair na tentação do puritanismo moralista, e achar que todos nos querem pela forma errada, da mesma forma que não podemos permitir que nos faltem ao respeito enquanto mulheres.

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É triste a forma como vejo apodrecer uma sociedade que se quer mais saudável!

EU

Sab | 20.01.18

O meu Blog é Importante

O meu Blog é importante, e querem saber porquê??

É com ele que desabafo, que converso, é com ele que vou partilhando os meus medos, as minhas angustias, é com ele que supero as minhas falhas, as minhas fraquezas, é com ele que dou voz à minha consciência.. É com ele que me liberto, que posso ser honesta, falar abertamente, sem medos, sem intrigas. Com ele posso ser eu, não preciso ser mais nada nem ninguém.

E depois, faz-me companhia, dá-me conversas, alento, manda-me beijos e abraços, desejam-me sorte, dá-me apoio e conforto quando mais preciso. Às vezes compreende-me outras, nem tanto, mas há  que perceber a intenção. Obrigada pelo carinho, obrigada pela companhia, obrigada por estares ai, e obrigada por me deixarem partilhar convosco quem sou EU.

Sex | 19.01.18

Ainda acerca da SurperNanny !!

Confesso que tenho andado distraída, e que só agora percebi ( porque só agora vi) a dimensão do absurdo do programa que colocaram em horário nobre de Domingo à noite, na estação de televisão SIC,  como se de entretenimento familiar se tratasse. O propósito ainda não alcancei,  mas certo é que assisti a uma brincadeira de adultos, pela invasão dos direitos das crianças e  à sua dignidade. Poderíamos precisar de olhar para a Declaração Universal dos Direitos da Criança (aqui), mas julgo que não há necessidade!!

A sociedade de hoje abarca com situações muito complicadas, quer a nível das famílias, quer ao nível social, no entanto, as dificuldades que enfrentamos não nos podem dar autoridade para expor na praça pública as birras das nossas crianças, sem pensarmos que num futuro próximo isso possa trazer consequências, muito mais graves para essas crianças, do que as suas birras de miúdos. Posso até concordar que se façam intervenções ao nível familiar, mas não posso concordar com o facto de as tornar públicas através de um reality show, em modo diferido.

Considero abusivas muitas das imagens que passaram, o que a meu ver, e na minha opinião, revelam o que de pior se pode fazer em televisão, invadir a vida das crianças, expô-las publicamente, mostrando ao mundo as suas maiores fraquezas, as suas fragilidades, as suas birras,  é só hilariante! Mas, o mais interessante nisto é a insistência na importância deste programa enquanto veiculo educador das birras infantis, conforme vi e ouvi hoje em direto, no programa da manhã da SIC.

Acredito que as situações de birra, teimosia, e indisciplina, ou mesmo faltas de educação, possam ter de ser intervencionadas, mas julgo que ninguém tem o direito de expor uma criança desta forma. 

Tenho dito.

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(imagem retirada aqui)

EU

 

 

Qui | 18.01.18

Eurovisão, Apresentação e Discriminação

Com quotas ou sem elas.

Falamos todos em IGUALDADE de Direitos, de Oportunidades,de Género, disto e daquilo. Gritamos todos um Não à discriminação, pelas mulheres, pelos homens, pelas ideias, pela religião, ou pela cor da pele.

Quando falamos em discriminação, queremos que ressaltem as ideias de diferença, ou indiferença ou de marginalização, e sabemos que não os queremos ver, nem ouvir ou sentir.

Quer queiramos ou não, vivemos numa sociedade que diferencia, que distingue pela diferença, quer seja ela racial, religiosa ou sexual. Não são as quotas que trazem a igualdade, mas também não as considero discriminatórias, são as mentalidades que a promovem. 

Sabemos que a mentalidade não muda de um dia para outro, e se pensarmos que o racismo e discriminação existem desde sempre, as  quotas são apenas um meio de  atenuar as diferenças, pois vejamos, se antes discriminaram porque os escolhidos eram homens, hoje discriminamos porque só se escolheram mulheres. As escolhas que fazemos podem ser indiscriminadas mas, por vezes, são muito discriminatórias.

 EU

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(fonte imagem :media.rtp,pt)

 

Seg | 15.01.18

Uma tragégia nunca vem sozinha

Infelizmente uma tragédia nunca vem sozinha, que infelizes os que partiram, de forma tão injusta, e tão grande a tristeza dos que ficam. Como é que podemos continuar a ouvir a expressão, "vitimas de incêndio" ? Estas palavras têm sido tão devastadoras ao longo dos últimos meses, tanto quanto o fogo que as provoca. Não consigo imaginar o medo, a aflição, a angustia e o desespero, não consigo imaginar a maldade destas circunstâncias, das vidas que se foram e das que ainda vão. 

O ano de 2017 foi trágico, ao que parece 2018 não começa melhor.

EU

 

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Sab | 13.01.18

E quando percebes que perdeste?

E quando percebes que perdeste: o norte, o sul, perdeste a esperança, a força, o sentido. Quando percebes que tomaste o caminho errado, que deixaste escapar a tua oportunidade, a tua hora, o teu momento! Quando percebes que não dá para acreditar, não dá mais ...Cheguei a um beco e não vejo forma de sair daqui, voltar para trás e começar de novo! Não sei se tenho energia para tanto! 

Eu

Dom | 07.01.18

Diário de uma Desempregada: O dia seguinte

Afinal não estou sozinha.

Quando chegamos a uma certa altura da nossa vida não temos muita dificuldade em partilhar aquilo que nos vai na alma, aquilo que nos aperta o coração. Quem gosta...gosta, quem não gosta paciência! Acho que é um dos estatutos dos quarentas, deixamos de nos preocupar com aquilo que os outros pensam de nós, somos seres humanos muito mais genuínos.

Quando abri a blogue e vi uma enorme quantidade de comentários, senti um alivio enorme no meu peito, fizeram-me acreditar que não estou sozinha, e posso acreditar que vai acontecer uma mudança, pois outros que já passaram pelo mesmo também o ultrapassaram.

A minha insistencia vai continuar, a luta pelo trabalho também!! Agora com mais fé de que, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer! OBRIGADA a todos pelas palavras de alento, pelas histórias partilhadas, pelo carinho...

EU

 

Sex | 05.01.18

Desempregada depois dos 40

Esta é, certamente, uma história igual a tantas outras, daqueles que estão nesta triste situação ou condição que é a minha, a de desempregada

Sempre fui uma rapariga atenta, muito positiva, cresci cheia de sonhos, estudei muito, tirei uma licenciatura, e sempre sonhei um dia ser professora. Esse era o meu grande objetivo profissional. Terminei o curso, casei, entretanto tive o meu primeiro filho e só depois fiz o meu estágio profissional. Sou professora profissionalizada. A vida era fácil naquela altura, tudo corria bem, a prioridade era o meu filho ( entretanto veio outro) e concorrer para longe de casa não era uma opção, até porque financeiramente não existiam problemas.

Desde sempre que o meu percurso profissional foi instável, trabalhei sempre a recibos verdes, fui dando aulas como formadora, e explicações em centros de apoio pedagógico. Entretanto, especializei-me em Ciências Documentais, na esperança de conseguir dar continuidade a uma oportunidade que surgiu, mas mais uma vez me foram arrancados todos os meus sonhos, mas por quê ??? podem perguntar!!! porque havia gente com cunhas maiores que a minha, só isso!!

Sempre que olho para trás e recordo a minha vida profissional, as lágrimas correm-me pelo rosto, não porque sinto pena de mim, mas porque me revoltam as formas pelas quais tenho sido tratada. Quando acredito que vai ser desta... esquece, ou dizem que ligam e não ligam, a entrevista correu super bem, dizem que gostam muito do teu perfil, que vais ser chamada entretanto, e ficamos eternamente no entretanto! Sinto-me muitas vezes tratatada como lixo em processo de separação para reciclagem!

De uma coisa eu sei, que sou extremamente profissional, não tenho dúvidas disso, e também sei reconhecer que as circunstâncias não têm sido muito simpáticas comigo.

Todos os meus dias, são dias de procura, de uma busca incessante pela minha oportunidade, e são várias as candidaturas que faço, mas muito raras as respostas. E a angustia, e espera por uma resposta? Será que quem está do outro lado tem noção ou faz qualquer ideia do que se passa deste? 

Nós, os humanos, temos a grande capacidade de conseguir esquecer quem fomos, ou quem somos, de fingir que não é connosco, de ficarmos indiferentes às razões dos outros.

Digam-me por favor o que mais posso fazer para além do que tenho feito:

  1. Estou inscrita no Centro de Emprego
  2. Estou inscrita em todas ou quase todas as plataformas digitais de procura de emprego
  3. Tenho perfil atualizado no Linkedin
  4. Concorro a todas as candidaturas possíveis, dentro e fora da minha área
  5. Passo, pelo menos, duas horas por dia a procurar ofertas de emprego

Estou a entrar em pânico.... ou acho mesmo que estou em modo desespero!!

EU